Foram anos e anos de especulação e antecipação pelo remake deste jogo. E não é muito difícil de entender o porquê: em 1997, Final Fantasy VII revolucionou por inteiro toda uma geração, seja por ter sido, para muitos, uma introdução à PS1, ou a JRPG (não eram tão comuns surgirem jogos deste género fora do Japão, mesmo os que surgiram foram poucos e não foram grandes sucessos de vendas), ou por, simplesmente, ter uma narrativa icónica, marcando assim muitos. Surgiu ainda, durante alguns anos, uma série de jogos e filmes em roda do jogo, expandindo o seu universo: jogos como Crisis Core e o filme Advent Children funcionam como prequela e sequela, respetivamente, ao jogo original, por exemplo, e ambos são igualmente amados pelos fãs. E, ao surgir tanto conteúdo novo, começou então a expectativa de que um remake do jogo original para consolas mais modernas estivesse em desenvolvimento. Foram várias as vezes que a Square Enix “mimou” os fãs com clipes remasterizados do jogo, seja para demonstrações de gráficos ou apenas para fins comerciais, mas nunca veio nada ao de cima. Provavelmente pelo receio de criar o mesmo jogo, que já significava muito para milhares, e arruinar-lhes as memórias de algo que já recordam para a vida.