4 de Outubro de 1995. Era um dia complemente normal no Japão. Era uma quarta-feira como qualquer outra. Mas, na TV local, havia algo diferente para ser transmitido durante a tarde. Um nome que baralhava um pouco a língua, com um título meio estranho mas apelativo e interessante. Era de uma propriedade completamente inexistente, ou seja, ninguém sabia do que se tratava ou o que era, se não para além de uma pequena sinopse que se possa ter lido algures num jornal ou revista na altura, ou até no velho teletexto, e isso já se estava a tornar meio incomum no que diz respeito a adaptações de séries no Japão, especialmente adaptações de mangas, pois era a maneira mais fácil de atrair audiência para ver animes. Mas alguém nos estúdios Gainax, apesar de um estado de espírito bastante deprimente, após saber de uma vaga por preencher naquele espaço-tempo televisivo, aproveitou a hipótese de poder fazer qualquer tipo de anime que desejasse, decidindo assim fazer um anime que, ao longo da sua duração, iria explorar, pelas suas personagens, os diferentes estados psicológicos que o criador havia passado até a altura, seja a nível pessoal ou criativo. Esse alguém chama-se Hideaki Anno, e, na altura, era um nome pouco conhecido, mas tinha feito já trabalhos peculiares o suficiente para ser tema de conversa entre outros animadores, e, o anime que este “zé-ninguém” estaria prestes a estrear seria agora conhecido como um dos melhores animes alguma vez feitos, graças aos seus temas explorados, complexidade das personagens, e originalidade, o que levou a uma vaga de procura de novos animes com propriedades originais e não baseados em histórias já escritas ou desenvolvidas noutros formatos. Esse anime é Shin Seiki Evangelion, ou Neon Genesis Evangelion.
